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E a máscara? Falta é irresponsabilidade


   Tem gente que precisa torcer p'ra que quem for contaminado pelo coronavírus torne-se imune a u'a nova investida da covid-19, não é, presidente? Pois é: o presidente Jair Bolsonaro (Ufa, vai passar...) está abusando de ter passado 15 dias recolhido em casa, curtindo o seu coronazinho, e agora 'tá saindo por aí de moto, todo faceiro, como se já esteja vacinado contra a doença. Tomara, ô capitão, que seja assim, senão - seguindo o costume de andar sem máscara, como está sendo - se o vírus pegar de novo, vem outro confinamento. E, depois, mais outro; mais outro, e o organismo se enfraquecendo, até... Êpa, é melhor parar, né, seu Jair? Brinca aqui, brinca ali, praga boa pega, né? Mas não é praga!
   Neste domingo\2, o presidente Boçalnaro saiu de casa - que casa, hein! Palácio da Alvorada - na moto que comprou em novembro\19 no Setor de Indústria de Brasília (mais de comércio que de indústria), por volta das 9 da manhã, tendo ao lado um comboio onde estava o ministro chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. O capitão - sem máscara, claro! - bateu a mão para apoiadores e passeou pela orla do Lago Sul. Logo depois, já no Lago Norte, parou em uma padaria e uma farmácia, onde, ainda antes de voltar à moto (sem máscara), tirou fotos com simpatizantes. E Boçalnaro voltou ao Palácio às 11 da manhã. 
   Também no fim de semana passado, o presidente passeou de moto em Brasília, e foi à loja onde, em novembro do ano passado, comprou sua moto. Depois, visitou a deputada pelo DF Bia Kicis, do PFL. No entanto, no domingo, ele não tinha compromissos oficiais. O certo, porém, é que Boçalnaro faz questão de mostrar que não se preocupa se vai ou não ser vítima de novo do coronavírus e - o pior - é que, também, não é problema dele se vai ou não contaminar alguém. O mais grave nisso tudo é que ele pode, sim, contaminar alguém, especialmente nas suas saídas sem máscara, e esse alguém não conseguir vaga em UTI pública nem ter condições de arcar financeiramente com as despesas trazidas pela doença. E aí, ô, autoridades da Presidência da República, será mais uma família chorando a perda de alguém querido\a sem saber o porquê nem onde começou, né?      (et)

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