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Bolsonaro\ cloroquina\ De novo


O presidente Jair Bolsonaro (Ufa! Vai passar...) precisa, sim, de uma corrigenda, como demonstrou sua postura neste sábado, na cidade goiana de Caldas Novas (balneário termal nacionalmente conhecido), onde inaugurou uma usina de energia solar. Como de costume, ele não usou máscara; misturou-se à multidão  e cumprimentou muita gente que se aglomerava. Claro que tal comportamento contrariava recomendações de especialistas para conter o vírus. No entanto, o presidente, que garante ter se contaminado e se recuperado (em casa) com cloroquina, cumprimentou inclusive crianças, de acordo com vídeo no Facebook.
   Boçalnaro voltou a defender o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, apesar de ainda não haver a comprovação científica da eficácia no tratamento da doença. Ele afirmou: "Quando comecei a falar da hidroxicloroquina, não tínhamos no mundo todo remédio que tivesse u'a comprovação científica. Mas, conversando com gente da Vigilância Sanitária americana e, também, com embaixadores nossos em outros países, chegamos à conclusão de que a hidroxicloroquina poderia ser uma indicação, sim. Poderia dizer que apostamos, mas não. Nós apontamos a hidroxicloroquina, que tem salvado milhares de vidas pelo Brasil".
   Entretanto - vale reafirmar - apesar dessa afirmação do presidente, defensor do uso da hidroxicloroquina desde o início da pandemia, não existem dados oficiais de que o medicamento tenha evitado mortes por Covid-19. Nos Estados Unidos, também o presidente Donald Trump afirmou que a cloroquina poderia ser uma alternativa. E em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes com esse remédio, contra malária - em pacientes com Covid-19 -, por questões de segurança, diante do surgimento de sintomas adversos. 
   No Brasil, um estudo - realizado em 55 hospitais e publicado no mês passado -apontou que o uso da hidroxicloroquina não apresentou efeito favorável em pacientes com formas leves ou moderadas de Covid-19. Ou seja: é realmente um risco a utilização desse medicamento contra essa doença. Evidente que não é  bom indicar u'a reação a um certo remédio como se fosse generalizada a todos que utilizarem. Verdade que, de organismo para organismo, as reações a um medicamento indicado variam sempre conforme razões as mais diversas.     (et)



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