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Direitos-já, união contra Bolsonaro


   Olh'aí, gente, a união de forças políticas antagônicas, mobilizando a sociedade civil como um todo - vista antes em torno das eleições diretas-já - voltou nesta 6ª feira, em uma ação do movimento Direitos Já!, reunindo mais de cem nomes em uma live pela democracia, a vida e a defesa social. Foi o 3º e mais abrangente ato desse grupo, criado em setembro\19  pelo cientista político Fernando Guimarães, para quem foi "histórica essa convergência dos mais diversos campos políticos frente à agenda anticivilizatória" do governo Jair Bolsonaro (ufa, vai passar). Participaram muitos religiosos, juristas, economistas, jornalistas, artistas, professores, estudantes, sindicalistas e atletas, com críticas ao presidente e pregando a união pela garantia da liberdade, dos direitos sociais e a superação das desigualdades.
   O encontro foi encerrado pelo grande e respeitado cantor Gilberto Gil, aniversariante do dia, e, no campo político, participaram representantes de 12 partidos - PSOL, PC do B, PT, PSDB, Cidadania, PDT, PSB, Podemos, Solidariedade, MDB, Rede e PV - entre deputados, senadores, prefeitos, presidentes de siglas e candidatos à Presidência em 2018. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi o único ex-presidente que participou do evento virtual. O ex-presidente Lula (PT), que já fez críticas às iniciativas suprapartidárias, foi convidado mas não participou. Os ex-presidentes do MDB Michel Temer e José Sarney igualmente não participaram. O presidente do STF, Dias Toffoli, havia confirmado presença e faltou. Sérgio Moro seria convidado, mas isso acabou rachando o movimento e ele não foi. 

O ex-prefeito Fernando Haddad, candidato do PT em 2018, questionou se não havia chegado o momento de resgatar os direitos políticos de Lula, que "não cometeu crime algum". E defendeu o impeachment de Bolsonaro, que - frisou - "comete crimes de responsabilidade a cada semana". Agora - completou - "o mais eloquente foi usar seu advogado para esconder uma testemunha chave dos crimes do filho". Ciro Gomes, por sua vez, disse que a ditadura não pode voltar, e que "é hora de celebrarmos o generoso consenso que as urgências do povo nos pedem". E afirmou que, com a pandemia "administrada como genocídio, é preciso salvar vidas, empregos, liberdades e instituições".
Para Marina Silva, o momento no Brasil "é grave, e a democracia é um antídoto" aos ataques de Bolsonaro em todas as áreas. Ela pede "união em defesa da dignidade humana, da vida e da democracia". Já Guilherme Boulos acha que o Brasil vive "uma ameaça fascista", e cobrou unidade em torno de "fora, Bolsonaro", seja por impeachment ou cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral. E afirmou: "Não podem existir meias palavras contra o fascismo". Já o ex-presidente Fernando Henrique quer "união em torno da democracia e da constituição". E ofereceu "dar a mão a quem queira abraçar a causa da liberdade". Participaram os governadores Flávio Dino (MA), Camilo Santana (CE), Paulo Câmara (PE), Renato Casagrande (ES), Eduardo Leite (RS) e Wellington Dias (PI).     (et)     

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