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Estupidez, orgulho do Idiota


 
   Gente, certas coisas merecem ser repetidas, por todos que tiverem condições de fazê-lo, e tantas vezes quantas forem possíveis, quando falam de condições e/ou pessoas que se igualam ou pelo menos se aproximam do que temos, vivemos ou passamos. É o caso do artigo do advogado Miguel Dias Pinheiro, intitulado Os estadistas e os idiotas, publicado pelo Portal AZ de Teresina neste 31 de março, referindo-se ao capitão reformado Jair Bolsonaro, do Exército, que demonstra sua sabedoria já na abertura, com esta inteligente previsão feita pelo inesquecível jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues: "Os idiotas ainda vão dominar o mundo, não pela qualidade, mas pela quantidade; eles são muitos".
   Citando outro jornalista ilustre, Ayrton Centeno, o articulista afirma que o Brasil "já sofreu muitas cretinices", mas nunca antes os idiotas conseguiram tanto. E Ayrton conta que os idiotas "fazem da sua condição motivo de soberba e se orgulham da sua estupidez". Para ele, "no Brasil dos Bolsonaros, o idiota proclama sua estupidez como se ser estúpido fosse galgar mais um degrau na escala de sucesso; virou projeto de vida; sonho de realização". 
   Sobre  governar nações, o advogado Pinheiro escreve que "o Brasil não teve a sorte de ter no comando um líder com a altivez da alemã  Angela Merkel ou do francês Emmnuel Macron". A cada dia,- complementa - "a cada pronunciamento patético, a cada medida tresloucada, nos damos conta do estado demencial do nosso presidente, um homem despido de integridade moral e dotado de nanismo intelectual agudo, cercado por uma prole de patetas feitos à sua imagem e semelhança; um indivíduo cuja única obstinação, na prática, é elevar o Brasil ao posto de primeiro no ranking de letalidade da nova pandemia".
   Para nossa segurança, no entanto, muitos governadores e prefeitos deixam de seguir recomendação do presidente Boçalnaro, para relaxar o isolamento social e reativar as atividades suspensas - a fim de evitar fome e desabastecimento -, e então, quando a covid-19 for suspensa, muitos gestores de municípios e de Estados deverão sofrer as agruras de não ter sabido gerir e (claro!) vão ser trocados. Aí - sentencia o Dr. Pinheiro -, "voltarão à própria insignificância".  





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