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Bolsonaro\ Bom senso\ O quê?!



   Gente, existem pessoas que nem se importam se serão ou não consideradas insanas; pessoas que não se importam de ter ou não ter bom senso (aliás, é exatamente por não ter bom senso que elas são assim). E sabem qual o melhor exemplo disso aqui no Brasil? Um chocolate p'ra quem respondeu 'Jair Bolsonaro'. Sim, caros leitores. O presidente Jair Bolsonaro (ufa, é lei, né?) não se preocupa em ser qualificado de insensato por quem quer que seja. Claro, né! Quem não tem bom senso não vai mesmo preocupar-se com isso. Lá no fundo da sua cabecinha de capitão reformado do Exército, 'bom senso' é coisa de gente comum; não é sentimento para um super-homem que "uma gripezinha" não derruba.
   O presidente Boçalnaro fez nesta 5ª feira novo apelo - a governadores e prefeitos - para uma reavaliação das restrições - adotadas nos Estados e municípios - contra a pandemia do covid-19. Ele criticou os chefes de Executivos que adotaram tais medidas e garantiu que, com o lockdown, o Brasil será mesmo "um país de pobres, que  vai chegar ao caos". E frisou que "com essa história de lockdown. vão fechar tudo; esse é o caminho do fracasso e vai quebrar o Brasil". Boçalnaro sugeriu que governadores e prefeitos que adotaram as restrições "se desculpem e façam a coisa certa". Para ele, o isolamento deve ser apenas de grupos de risco. E observou: "Os 38 milhões de informais já perderam quase tudo".
     Ainda dentro da perspectiva de insensatez, temos a questão dos resultados de testes do presidente sobre o covid-19, que a Presidência da República mandou entregar no Supremo Tribunal Federal, por ordem do ministro Lewandowski em ação movida pelo jornal O Estado de S. Paulo para que o capitão não continuasse proibindo divulgar.  A Advocacia Geral da União justificou alegando que "as medidas de segurança, em relação aos exames, foram com o intuito de preservação da imagem e privacidade do presidente da República".
   A insensatez foi o presidente Boçalnaro apresentar resultados de testes - NEGATIVOS - em nome de outras pessoas com a desculpa de que usou nomes-fantasia. Então eu posso ir ao laboratório, fazer testes de sangue e me identificar como Wanderley Medeiros? Ah, não?! Pois os resultados apresentados estavam em nome de Airton Guedes, Rafael Ferraz e outro não revelado. Os testes foram feitos nos dias 12, 17 e 18 de março. E, nesta quarta-feira (13\05), o ministro determinou a juntada dos laudos ao processo e declarou a ação prejudicada, por ter perdido seu objetivo após a entrega dos exames pela AGU.
   Então, uma dúvida (não sou da área): o chefe do Executivo pode atender intimação do Judiciário e apresentar documentos comprobatórios de outras pessoas p'ra se justificar? É válida tal manobra? Ele pode mentir, mas, como a função tem credibilidade pública, até o Judiciário (ou principalmente esse Poder) vai acatar? Sinceramente, me surpreende!   (et)


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