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Partido da bala; tortura volta


   O presidente Jair Bolsonaro (devo tratá-lo assim; é Lei) divulgou hoje, via twitter, que "não existe qualquer reforma ministerial a caminho", já que - reforçou - o governo "está indo muito bem, apesar dessa banda podre da imprensa"  em que "um veículo qualquer faz sua análise e divulga suas mentiras", enquanto outros "replicam a 'notícia', com o intuito de passar a mensagem de que  impera a desordem no governo". Boçalnaro  publicou seus desabafos ao informar ao país que seu novo partido  (Aliança pelo Brasil, sucessora da sanguinária Arena, que tanto torturou pelo Brasil) terá o número 38, conforme pedido registrado ontem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele disse que o número é fácil de ser lembrado, numa referência  ao calibre da arma mais conhecida do Brasil, o revólver Taurus-38. Pior: o número e o nome do partido foram grafados utilizando fotos de cartuchos de balas de armas de fogo. 
   Ou seja: um reforço à chamada 'bancada da bala', na Câmara dos Deputados, que alega existir para manter a ordem no país. Aliás, também ontem, o presidente mandou divulgar a possibilidade de medida para acabar com a educação infantil no Brasil. O Governo federal poderá determinar que os Estados brasileiros e o Distrito Federal não precisam mais criar escolas públicas, como meio de incentivar a busca de  escolas privadas pelo estudantado. Ora, ora, minha santa da letra miúda: se já era tão difícil conseguir uma vaga em escola oficial (com pais e mães passando noites em fila), como será dessa forma? Ele vai indicar algo ou alguém para financiar o estudante carente? Ou a figura será eliminada
   Rapaz, não podemos brincar com a verdade! E é mesmo verdade que o Boçalnaro trata-nos, a todos, como se fôssemos brincadeira; objetos estranhos que só servem como brinquedos; artefatos sem vontade própria para expor em alguma exposição internacional ou - pior ainda - intergaláxica. Esse raciocínio não é absurdo, se vem da mesma mente que escreve o seu partido político com cartuchos de balas de armas de fogo. Gente, botando os pés no chão, que palhaçada é essa? O que se passa em u'a mente que produz isso? Aliás - é desafiador - como confiar nessa mente? Pôxa, nem os deuses de barro a quem Boçalnaro prestou continência durante sua campanha tornaram pública tal adoração, mesmo se existiu de forma patenta, o que é perfeitamente possível quando se fala de quem adorava tortura.  (et)

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