Pular para o conteúdo principal

Erros e acertos na língua

++
   Gente, desculpem-me os caros leitores que me honram com sua atenção, mas é muito pra mim, como imagino que o seja, também, para outros apaixonados pela NGB - Nomenclatura Gramatical Brasileira. Quem já leu outros desabafos meus, sabe que, apesar do maior respeito pela Linguística como ciência, fico chateado ao deparar-me - constantemente - com violações diversas às regras da NGB que, pela insistência do uso, acabam acatadas nos dicionários da Língua Portuguesa como expressões corretas. Ou seja: a Linguística consolida a máxima 'o erro, de tanto ser repetido, acaba virando acerto'. Foi assim com inadimplência (corruptela de inadimplemento); medíocre (indicava  alguém 'do meio', ou seja: normal);  paquistanês (variação de paquistanense); e outros.
  É verdade que não consigo, diariamente, captar todas as incorreções e\ou falhas de todo o noticiário nos meios de comunicação do Piauí. Faço-o, porém, na medida do possível e, em muitas das vezes, a maior parte fica p'ra depois (ou até é deixada p'ra lá). Nesta sexta-feira, todavia, chamaram minha atenção, no portal Cidade Verde, dois títulos que não se podia imaginar terem sido por descuido, tamanha era a falha. Não li o texto da matéria, p'ra saber se o erro teria sido do repórter, mas ficou patente que foi do editor, pois este deve (antes de fazer o título) corrigir os erros do repórter e, depois, ao informá-lo disso, criticá-lo pela falha, já que o jornalista deve saber que dois verbos não podem ir para o plural na mesma frase. "Vamos recebermos nossos salários" é errado! 
   Pois é: as mancadas, em dois títulos distintos, em duas páginas diferentes foram: 1) "...e se emocionaram ao se aproximarem do caixão"; 2) "Famosos vão a velório para se despedirem de Gugu". No primeiro, aparentemente seria erro a colocação do pronome, mas conjunção atrai, e 'e' é uma conjunção coordenada aditiva. Então,  correto! E, no parágrafo anterior, citei que "...o jornalista deve saber..." etc.etc. Por que isso? Porque, como afirmei em outro comentário, quem lê texto jornalístico espera encontrar expressões corretas; coisas certas, como se fosse tudo verdade. Então, o cidadão tem no jornalista um 'espelho da verdade'. Por isso, o repóter precisa expressar-se bem e corretamente.     (et)



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Portal AZ\ Censura continua...

   Teresina está completando nesta 4ª feira 13 dias com um dos seus principais portais de notícias - o Portal AZ - sendo divulgado com a mensagem "estamos sob censura" e a foto do seu diretor, na 1ª página, com uma tarja preta sobre a boca e a informação de que ele está preso e não pode escrever sua coluna - aliás, o material jornalístico mais lido, todos os dias, há mais de 20 anos, em todo o PI. Arimateia Azevedo - o preso - já é uma tradição nessa prática de ser perseguido e ter matérias fora de circulação; é comum, aqui em Teresina, ele ganhar causas na Justiça, quase todos os meses. A censura à liberdade de expressão - pior tipo de censura à imprensa - está sempre no seu encalço e é sempre vencida pela Constituição. Daí a estranheza de, agora, essa carta não ter sido cumprida.    Já escrevi aqui perguntando 'Cadê o CNJ?' 'Cadê a Constituição?' Ora, não é estranho a gente ler na Carta Magna que é proibida a censura à imprensa e, no entanto, ler em uma...

Bolsonaro\ Malfeitor da humanidade

   O prersidente Jair Bolsonaro (Ufa! Vai passar) é considerado malfeitor da humanidade por um grupo de entidades sindicais brasileiras, que, no domingo\26, moveu ação contra ele, no TPI (Tribunal Penal Internacional) de Haia (Holanda), acusando-o de crime contra a humanidade. Por exemplo, a Rede Sindical Brasileira Unisaúde, formada por associações de saúde e que representa mais de um milhão de trabalhadores, acusa Boçalnaro  de "falhas graves e mortais" no combate à covid-19, adotando u'a  "postura negligente e irresponsável", fazendo com que o Brasil chegasse "à marca de mais de 80 mil mortes por essa doença".    A  Unisaúde é coordenada pela UNI-Americas, braço regional da UNI-Global Union, federação sindical que representa mais de 20 milhões de trabalhadores em saúde, em cerca de 150 países. O  secretário regional da UNI-Americas, Marcio Monzane. acha que "buscar a Corte Internacional é uma medida drástica", mas que "os brasileiros ...