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INSS\ Perícias\ É pouco caso!

 

   Pois bem... 'Tá tudo aparentemente certo, né? Mas, com seriedade mesmo, nem aparentemente pode-se considerar tudo certo. Olha: a situação reflete - isto, sim - um descaso oficial com o cidadão! E não é preciso ir longe p'ra constatar essa realidade. 'Tá aí mesmo, patente; batendo na cara de todo mundo! O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social, que é na verdade o nome dele, e não 'da Seguridade')  tem mais de 450 mil segurados aguardando perícia médica. Éééé... quase meio milhão de pessoas que não trabalham (por problemas de saúde), e, portanto, não recebem salários dos seus empregadores, nem têm aprovadas licenças médicas e, então, não recebem  também auxílio-doença do INSS. Gente, vivem de que?!

Ora, ora: a triste resposta é que esses quase meio milhão de pessoas somam-se aos muito mais que vivem  (aliás, sobrevivem) nas ruas com restos de alimentos e pequenas doações. E - pior ainda - esses muito mais são também discriminados e seus prováveis protetores perseguidos e  acabam forçados a  abandoná-los, formando grandes legiões de moradores de ruas - hoje tratados como 'pessoas em condição de rua', como se esse tratamento amenizasse o sofrimento e a fome. Não ameniza, não, ô assistentes sociais e psicólogos. Às vezes, alivia um pouco, com um  'sanduba'.

O mais estranho nessa história toda é que o INSS mantém na sua estrutura funcional o médico perito, que não cumpre o seu dever e, assim, aumenta a cada dia o contingente de segurados em espera e, em consequência, a legião de abandonados que pagaram adiantado o serviço. Gente, não é, no mínimo, um absurdo isso? E se formos prestar atenção detalhada no INSS e sua estrutura administrativa, vamos encontrar um imenso ELEFANTE BRANCO perdido no meio da cidade (em todo o Brasil), sem saber  p'ra onde ir, ocupando espaços enormes e caros que, bem administrados, representariam uma ótima solução em termos de uso do espaço público!  

   Gente, eu 'tô em Teresina\PI, cumprindo u'a etapa de vida que, em sã consciência, nunca havia sido nem sequer imaginada. E, a exemplo do que vi por onde passei algum tempo da minha vida, o INSS esbanja usos e abusos de espaços, como se não fosse perdulário fazer isso. E ainda há quem pensa que os médicos peritos do Instituto não estão recebendo os dias parados. Ô, nossa senhora da letra miúda! Assim como Nossa Senhora de Fátima ou Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,  nem com fé religiosa o segurado do INSS passa a ser um necessitado atendido!    (et)

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