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Bolsonaro\ Reeleição\ auxílio


O presidente Jair Bolsonaro (Ufa! Vai passar...) é mesmo candidato à reeleição em 22, como deu a entender nesta 3ª feira, ao confirmar - no Palácio da Alvorada, em café da manhã a líderes políticos e lideranças partidárias no Congresso Nacional -, a prorrogação do auxílio emergencial (benefício pago para trabalhadores informais, desempregados e beneficiários do Bolsa-Família) até o fim deste ano, ou seja: mais quatro parcelas (setembro, outubro, novembro e dezembro), só que não mais no valor em que foi criado, de R$ 600, e sim da metade, isto é, R$ 300 cada uma.

 Boçalnaro falou que "o valor de 600 reais é muito p'ra quem paga, o Governo brasileiro, e podemos dizer que não é suficiente, muitas vezes, para todas as necessidades". No entanto, frisou ele, "basicamente atende para o necessário". Esse auxílio foi criado, originalmente, p'ra ser pago em 3 parcelas (nos meses de abril, maio e junho), mas. depois, o governo prorrogou por mais 2 meses (julho e agosto). mantendo o mesmo valor de R$ de 600 nos 5 meses, que, p'ra ser alterado, deveria ser por medida provisória, anunciada ao meio político nesta 3ª feira.

O conhecido 'toma-lá-dá-cá' da política brasileira foi muito criticado depois da eleição de 2018, e o presidente eleito prometeu acabar com essa prática no seu governo. Porém, em menos de 2 anos o chamado 'centrão' - grupo de políticos e de partidos que dominam o Congresso Nacional - já é maioria no Governo, e então o capitão Bolsonaro depende hoje totalmente do 'toma-lá-dá-cá' p'ra aprovar projetos seus na Câmara e no Senado. Daí a participação de mais de 100 parlamentares, do 'centrão' e outros aliados, no café da manhã no Palácio, na manhã desta 3ª feira.

   A iniciativa de conversar antes com os congressistas foi mais um gesto do chefe do Executivo de aproximação com o Legislativo. O anúncio foi até antecipado, no final de semana, por um dos principais líderes do 'centrão', o deputado alagoano Artur Lira, do PP. Do Executivo, participaram os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, do Gabinete de Segurança  Institucional, Augusto Heleno, e chefe da Casa Civil, Braga Neto. 

   O presidente Boçalnaro comprovou que a distribuição do auxílio emergencial foi o principal fator de aumento da sua popularidade no país, em especial no Norte e no Nordeste, e então é claro que continuar essa prática seria recomendável. Porém, o ministro da Economia afirmou, depois do café no Palácio, que manter o auxílio por mais 4 meses vai custar ao Governo quase CEM BILHÕES DE REAIS a mais no chamado 'orçamento de guerra' para enfrentar a pandemia da covid-19.      (et)


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