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Novo Ensino Médio, um desafio

De novo, gente, ouso usar este espaço para um comentário sobre algo direta ou indiretamente importante para a sociedade como um todo ou importante para um segmento social que acabará beneficiando a todos, num contexto geral. Eu vivo sempre em busca de algo ou alguém que me traga esse prazeroso bem-estar do encontro de algum benefício coletivo que fará bem não só a mim, mas também - e principalmente - a todos os cidadãos ou, pelo menos, a um  coletivo cuja satisfação justifique a minha dedicação para encontrar o algo que torne possível usufruir, pelo menos em parte, de tão grandioso achado para a vida.    E, desta vez, caros leitores, esse achado não me proporcionará um benefício direto à minha pessoa, e, sim, a uma coletividade que será bastante beneficiada com uma providência já retardada: será o que o prof. doutor Francisco Soares chamou de " desafio de fazer um currículo que dê ao estudante a perspectiva de se preparar para entrar na universidade ou a perspectiva d...

Erros e acertos na língua

++    Gente, desculpem-me os caros leitores que me honram com sua atenção, mas é muito pra mim, como imagino que o seja, também, para outros apaixonados pela NGB - Nomenclatura Gramatical Brasileira. Quem já leu outros desabafos meus, sabe que, apesar do maior respeito pela Linguística como ciência, fico chateado ao deparar-me - constantemente - com violações diversas às regras da NGB que, pela insistência do uso, acabam acatadas nos dicionários da Língua Portuguesa como expressões corretas. Ou seja: a Linguística consolida a máxima 'o erro, de tanto ser repetido, acaba virando acerto' . Foi assim com inadimplência (corruptela de inadimplemento); medíocre (indicava  alguém 'do meio', ou seja: normal);  paquistanês (variação de paquistanense); e outros.   É verdade que não consigo, diariamente, captar todas as incorreções e\ou falhas de todo o noticiário nos meios de comunicação do Piauí. Faço-o, porém, na medida do possível e, em muitas das vezes, a mai...

AI-5, não! AI-38, sim! Ditadura

    O presidente Jair Bolsonaro - devo tratá-lo assim; é lei - não quis comentar, nesta terça-feira, na saída do Palácio da Alvorada, declaração do ministro Paulo  Guedes, da Economia, sobre o cidadão não estranhar se  alguém pedir o AI-5. Ele quis mostrar-se natural, ao responder "Eu não falo de AI-5; falo de AI-38?" Aliás, mostrou-se, MESMO, ridiculamente natural. E completou: "Quer falar de AI-38? Falo agora!". Pois é: como foi amplamente divulgado, esse número é o escolhido por ele, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para o Partido Aliança pelo Brasil, ao qual se filiará como presidente da República Federativa do Brasil.    Mesmo regurgitando-me por tê-lo na Chefia de Estado e na Chefia de Governo do meu país, continuarei no assunto. Afinal, se Jesus e Edir Macedo resistiram  com vida no deserto, o ser humano é capaz de sobreviver a muita coisa. Mais: a agremiação política de Boçalnaro ganhou o número 38 porque o ilustre futuro filiado alegou...

Partido da bala; tortura volta

   O presidente Jair Bolsonaro (devo tratá-lo assim; é Lei) divulgou hoje, via twitter, que "não existe qualquer reforma ministerial a caminho", já que - reforçou - o governo "está indo muito bem, apesar dessa banda podre da imprensa"  em que "um veículo qualquer faz sua análise e divulga suas mentiras", enquanto outros "replicam a 'notícia', com o intuito de passar a mensagem de que  impera a desordem no governo". Boçalnaro  publicou seus desabafos ao informar ao país que seu novo partido  (Aliança pelo Brasil, sucessora da sanguinária Arena, que tanto torturou pelo Brasil) terá o número 38, conforme pedido registrado ontem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele disse que o número é fácil de ser lembrado, numa referência  ao calibre da arma mais conhecida do Brasil, o revólver Taurus-38. Pior: o número e o nome do partido foram grafados utilizando fotos de cartuchos de balas de armas de fogo.     Ou seja: um reforço à chamada ...

Racismo: crime? Sim / Não

Só porque o racista é deputado pode declarar-se como tal e ficar por isso mesmo? O indivíduo retirou um cartaz de uma exposição, num ato típico de revolta e com expressões raivosas, porque o autor seria "de esquerda" e fica por isso mesmo? No mínimo, estranho, né? Pois um coronel fez isso anteontem, na Câmara dos Deputados (em Brasília), porque o quadro indicava a execução de um homem negro, por um policial que tinha na mão um revólver e se afastava tranquilamente. Tradução: 'Policial executa negro impunemente'. O coronel, deputado por São Paulo, não gostou da acusação,  feita na sua casa. Sim, é verdade! Mas o artista não invadiu o recinto. Foi autorizado pela Presidência da Câmara. O coronel pode ter ficado chateado pelo conteúdo, mas o presidente da casa (chegou lá não foi a toa), democrata de partido, pelo menos tem ciência de que a Constituição protege o artista.     Pois é: o deputado garantiu hoje (21/11) que faria de novo e que não está arrependido. Ele ...

Jornalista, Espelho da Verdade

     Desculpe-me o caro leitor que me prestigia dando-me a atenção de ler este comentário que escrevo tão iritado. Quem já leu outros anteriores vai lembrar-se de que fico chateado ao encontrar erros e\ou falhas nas leituras que diariamente faço de matérias jornalísticas, principalmente porque - não custa repetir - o jornalista tem a obrigação de escrever corretamente, já que seus leitores estarão sempre pensando que terão textos sem erros (ou com menos erros) que os triviais. Ou seja: o jornalista é, para o povo, o espelho da verdade. Eu, que continuo a escrever por mero lazer, sempre tive a preocupação de fazê-lo o mais acertadamente possível, desde antes de virar jornalista. E, depois (já há décadas), eu me obriguei a procurar tal qualidade quase que por obrigação. Tornei-me disciplinado nisso. Aliás, quem me conhece sabe que faço algo com disciplina, quando me dedico seriamente a fazê-lo.    Pois bem: esclarecendo o porquê da irritação, cito que, hoje, o...

Governo Lula - Bolsonaro, Dória

   O presidente Jair Bolsonaro (devo tratá-lo assim; é Lei) e o governador de São Paulo, João Dória, comentaram a liberação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que   ficou preso em Curitiba quase 2 anos, com o mesmo comentário idiota que minimiza a Justiça brasileira e joga no lixo suas decisões. Eles disseram, em oportunidades distintas, que a soltura do ilustre presidiário não o liberta dos crimes que cometeu e que ainda carrega nas costas. Ô, minha nossa senhora da letra miúda, quem disse o contrário? Ora, o povo festejou foi a soltura de um político preso ilegalmente; foi o reconhecimento de que ele tem ainda a possibilidade de recurso de uma decisão inconstitucional de um juiz - comprado antes do julgamento - para torná-lo inelegível no pleito que se aproximava. Des de o dia 7 de abril de 2018, o ex-presidente vivia em um pequeno dormitório de 15 metros quadrados, com banheiro, na sede da Polícia Federal no Paraná, adaptado para se enquadrar às caracte...