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Bolsonaro; coronavírus. E aí?


  O presidente Jair Bolsonaro (nãããoo! É lei!) admitiu nesta terça-feira que os brasileiros vivem "um momento de grande gravidade", mas continuou dizendo que não errou ao ter apoiado as manifestações, no domingo, dia 15, contra os outros dois Poderes da República - Legislativo e Judiciário - e ainda participado, em clara violação às recomendações do Ministério da Saúde. Ridícula a opinião dele de que a declaração de pandemia do coronavírus era superdimensionada. E apareceram ele e os oito ministros - todos - de máscara, logo depois retiradas, indicando claramente uma gozação nos cidadãos, obrigados a se proteger.
   Querendo mostrar um arrependimento que na verdade não sentia, Boçalnaro usou expressões de afago ao Congresso e ao STF para fazer de conta que não havia incentivado os ataques àqueles Poderes. Sua participação nos protestos teve até cumprimentos de apertos de mãos e rostos colados com as pessoas, mostrando de novo - ele próprio - que as medidas de proteção são caprichos típicos dos mais fracos, quando na verdade eram propostas cumpridas mesmo por chefes de estado, em outros países às vezes menos atingidos que o nosso.
    Gente, por que um oficial do Exército que se declara a favor da tortura de presos políticos se acha mais poderoso que outros? Hein? Eu nunca tive inveja, e não terei, de qualquer membro das Forças Armadas brasileiras, muito menos dos que praticavam a tortura, como foi aquele brilhante coronel a quem Jair Bolsonaro prestou homenagem durante sua campanha eleitoral, período em que fez o possível para não participar de debates com outros candidatos (dizem até que um falso ataque de facada). Eu, particularmente, não vejo razão p'ra tanto, em especial por ser um grande risco confiar na presteza do esfaqueador.  (et)

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