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Constituição? Só lá fora!


   Interessante, hein! Aliás, impressionante! (ou, como escreveria o ministro da Educação - da Educação, hein! - 'imprecionante'). É como se pode considerar a declaração do presidente Jair Bolsonaro  (sou obrigado a aceitar; é Lei), sobre relações internacionais do Brasil, comentando na quarta-feira a crise no Oriente Médio. Ele disse que, no seu governo, a Constituição da República Federativa do Brasil será cumprida e o país não vai imiscuir-se em assuntos privativos de outros. Ora, parabéns, então temos uma Carta Magna acima de todos que deve ser cumprida. Aleluia!!! Pelo que ele pregou na sua campanha eleitoral, não foi isso que deu a entender. Senão vejamos: 
  Essa mesma Constituição (que ele ajudou a escrever) estabelece no seu artigo V que é proibida a tortura neste país. Sim! É proibida a tortura. E daí? Daí que ele mesmo declarou, em alto e bom tom, prestando continência a um coronel  do Exército Brasileiro tido como brilhante torturador, que era a favor da tortura. E, também, falou que morreria prestando continência ao marechal Emílio Garrastazu Médici (presidente do Brasil no período em que foi registrado o maior volume de torturas de jovens universitários brasileiros que - em  sua imensa maioria - não sabiam nem portar uma metralhadora.
   Sim, caros leitores, quer dizer que a nossa Constituição só serve para as relações internacionais, né? Cá entre nós, é pau na moleira! Raciocinando em sã consciência, dá p'ra confiar? Nele e nos filhos? É triste, mas estão aí - os 4 - com mandatos eletivos. Sobre os 3 filhos, a gente fica ainda mais triste porque nenhum deles conheceu o AI-5 e, no entanto, defendem ardorosamente aquele instrumento de tão triste memória, que conheceram por relatos do pai torturador em potencial. E outra: p'ra piorar a situação, Boçalnaro já lançou a candidatura da filha Laura daqui a 20 anos (em 2042). Ou seja: nem quando a gente poderia estar feliz - sem ele -, não vai dar certo: lá vem ela, p'ra manter o clã.
   Parece uma pré-visão triste, mas não parece impossível. Afinal, o número que ele escolheu para seu partido, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi o 38 (de fácil lembrança como calibre do conhecido revólver), que certamente será seguido por um sem-número de insensatos políticos boçais (entre eles os próprios filhos), principalmente porque o caráter boçal está também nas letras que grafaram o n° e o nome do partido, feitas com cartuchos de balas de armas de fogo. Nossa senhora da letra miúda - UFA! Quanta idiotice de uma pessoa para se identificar e ser identificado. Sai, satanás!!!    (et)


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